Na última terça-feira (15), a Prefeitura do Rio apresentou a Política Municipal Integrada da Primeira Infância Carioca (PMIPIC) – Pequenos Cariocas, iniciativa que reúne 18 órgãos municipais em uma atuação coordenada para acompanhar crianças desde a gestação até os seis anos. A IplanRio participa dessa construção com a tecnologia que integra bases de dados e permite acompanhar indicadores e protocolos relacionados às ações.
A proposta parte de uma mudança na forma de atuação do poder público: em vez de cada área trabalhar de maneira isolada, informações de diferentes serviços municipais são integradas para ajudar a identificar necessidades e orientar ações de forma coordenada. O programa é coordenado pela Casa Civil e reúne áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação, Cultura, Esportes e Transportes, entre outras.
Nesse processo, a IplanRio é responsável pelo desenvolvimento do painel de monitoramento e pela integração das bases de dados municipais. A estrutura tecnológica permite acompanhar indicadores e protocolos definidos pelo programa, apoiando a identificação de situações que precisam de atenção e o encaminhamento das respostas pelos órgãos responsáveis.
“Quando a tecnologia assume tarefas que consomem tempo e não agregam valor, ela devolve às equipes e às lideranças aquilo que é mais importante: tempo para ouvir, acolher, decidir e cuidar. No fim, o nosso trabalho com tecnologia precisa fazer sentido na ponta, ajudando quem está todos os dias cuidando das pessoas e tornando o atendimento ao cidadão cada vez mais humano e eficiente.” Afirma Thiago Trabach, Diretor-Presidente da IplanRio.
O lançamento da Política Municipal Integrada da Primeira Infância Carioca ocorreu no IMPA Tech, no Santo Cristo, e marcou a ampliação de uma estratégia que coloca a primeira infância no centro da atuação transversal do município. A política considera o período que vai da gestação aos seis anos como uma etapa fundamental do desenvolvimento e organiza ações em nove eixos, incluindo proteção, alimentação, inclusão, direito à cidade, brincar, moradia e fortalecimento das famílias.
Dados que ajudam a identificar necessidades
A aplicação prática dessa integração já pode ser observada no projeto-piloto realizado em Madureira. Iniciado em abril, o trabalho reúne dados das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social e envolve 14 bairros da região.
Nos primeiros 30 dias, 6.627 crianças e gestantes passaram a ser acompanhadas por meio de 14 protocolos intersetoriais. O monitoramento contribuiu para a regularização da situação de 619 pessoas que apresentavam alguma pendência, como vacinação, documentação civil ou acesso a serviços. Segundo a Prefeitura, o resultado representou uma melhora de aproximadamente 10% na regularidade do público monitorado.
Os protocolos contemplam diferentes etapas do atendimento. Na Saúde, por exemplo, são observados vacinação, consultas, visitas domiciliares, pré-natal, puerpério e testes rápidos durante a gestação. Já nas áreas de Educação e Assistência Social, entram no acompanhamento questões como matrícula em creche ou pré-escola, frequência escolar, Cadastro Único, documentação e acesso à alimentação adequada.
A experiência de Madureira também serve de base para a expansão da metodologia. Atualmente, o Programa Pequenos Cariocas monitora cerca de 130 mil crianças, gestantes e puérperas, número equivalente a aproximadamente 33% das crianças cariocas na primeira infância.
Para a IplanRio, a iniciativa demonstra como a tecnologia pode atuar nos bastidores das políticas públicas, conectando informações e dando suporte para que diferentes áreas da Prefeitura trabalhem a partir de uma visão integrada. Na prática, dados que antes poderiam estar distribuídos entre diferentes sistemas passam a contribuir para uma leitura conjunta das necessidades de crianças e famílias.










